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Golpistas aproveitam quarentena para enganar credores de precatórios.



A pandemia no novo Coronavírus trouxe mudanças, talvez, definitivas para a vida do cidadão, no Brasil e no mundo. Por conta da quarentena e do #fiqueemcasa, as demandas passaram a ser on line, executadas todas a distância.


Sendo assim, entraram em cena os golpistas que aproveitaram a situação para enganar, também, os credores de precatórios. Os criminosos telefonam para as vítimas e se identificam como servidor do Judiciário ou como um advogado qualquer que, muitas vezes, eles pegam o nome na internet.


Os bandidos pedem aos credores que seja depositado o valor aproximado a R$ 5 mil em uma conta bancária, para que o pagamento da dívida possa ser liberado.

Durante a ligação, o estelionatário ainda solicita dados bancários do beneficiário e afirma que as informações são necessárias para que façam um cheque nominal em nome do credor. Outra forma de enganar e convencer o cidadão são as correspondências que as vítimas recebem.


Os bandidos usam, sem autorização, o nome de firmas e de advogados ativos no mercado. As cartas possuem até número de telefone, para que as próprias vítimas possam ligar e conferir a informação. No entanto, tudo não passa de um golpe com estratégias de um crime profissional.


O próprio Tribunal de Justiça de São Paulo divulga links para auxiliar advogados, servidores do TJ e credores na consulta das informações sobre os processos. As informações ficam disponíveis para que qualquer um consiga consultar. O objetivo do TJ é dar mais transparência aos casos.


Os golpistas também contratam empresas de bancos de dados para fornecer endereço e telefone das pessoas. Desta forma, com ‘a faca e o queijo nas mãos’, estelionatários, aproveitaram da pandemia do Covid-19 para roubar as pessoas que entraram na Justiça contra o Estado ou municípios, e têm precatórios a receber.

As redes sociais e os sites de cadastros on line também podem ser vilões que contribuem para o roubo de informações.

A grande maioria de credores do precatório é de servidores públicos, mas, pensionistas e militares da reserva, geralmente maiores de 60 anos, também estão caindo no golpe e já estão entre as vítimas.


Os Tribunais de Justiça alertam que nunca pedem depósito em dinheiro para liberarem os pagamentos. O valor sempre é depositado diretamente nas contas dos beneficiários, já com os devidos descontos. Houve casos em que os criminosos se ofereceram para comprar o precatório do credor, por um valor bem abaixo do que ele tem direito a receber, alegando que o Estado vai demorar muito a pagar.


A pessoa que tem um precatório para receber nunca deve fazer nenhum depósito antecipado para ter direito ao pagamento do valor que foi determinado em decisão judicial. Em qualquer caso de tentativa de golpe, o Tribunal de Justiça recomenda que se faça um Boletim de Ocorrência (B.O.).


Outra opção para se prevenir de possíveis fraudes e ‘dor de cabeça’ é pensar na venda do seu precatório. Empresas especializadas na compra destes títulos possuem consultores de direitos que são confiáveis e estão sempre disponíveis para estudar caso a caso cada cliente.


Quando você vende seu precatório à uma empresa especializada é importante que você busque referências sobre àquela empresa. Verifique se ela tem depoimentos reais de outras pessoas que já negociaram com eles anteriormente. O dinheiro pago pela compra do precatório costuma ser depositado em até 3 dias úteis na conta informada pelo credor. Esta conduta só é possível para as empresas que possuem parceria com bancos de investimento, como, por exemplo, o BTG, o maior banco de investimentos da América Latina.


Ficou com alguma dúvida? A @acgconsultoriaoficial está a postos para ajudá-lo com orientações e informações precisas. Acompanhe nossos posts e siga nossas redes sociais.


Proteja-se e não caia no golpe!


Até a próxima!

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